AS FINAIS

Primeira final

O Cruzeiro fez a final contra o River Plate, da Argentina que, assim como o Cruzeiro, nunca havia vencido a Libertadores. Na primeira partida no Mineirão, o time aplicou um show de bola nos argentinos e goleou por 4 a 1. O terceiro gol foi mais um gol antológico daquela brilhante campanha. Joãozinho driblou Comelles e Perfumo e cruzou para Palhinha, que com um leve toque de cabeça pra trás, encontrou Eduardo, que vinha na corrida, fez que ia chutar, mas foi a linha de fundo e com um toque encobriu o goleiro Fillol para Palhinha marcar de cabeça.

Cruzeiro 4 X 1 River Plate
Motivo: 1a Final da Taça Libertadores
Data:
21.07.1976
Local: Belo Horizonte - Estádio Mineirão
Juiz: Vicente Llobregat (VEN)
Público: 58.720 pagantes
4 CRUZEIRO
Raul
Nelinho
Morais
Darci Menezes
Vanderlei
( Valdo) Piazza
Zé Carlos
(Ronaldo) Eduardo)
Jairzinho
Palhinha
Joãozinho
Téc.: Zezé Moreira
RIVER PLATE 1
Fillol (Landaburu)
Comelles
Perfumo
Lonardi
H. O. López
J. J. López
Merlo
Sabella
Pedro Gonzalez
Luque
Más
Téc.: Angel Labruna


Segunda final

Na partida de volta, em Buenos Aires, mesmo jogando melhor, o Cruzeiro acabou sofrendo uma derrota de 2 a 1 graças a arbitragem desastrosa do árbitro uruguaio José Martinez Bazán. Quando a partida seguia empatada em 1 a 1, aos 30 do 2º tempo, o goleiro Raul defendeu chute de JJ Lopez, mas a bola subiu e caiu as suas costas. Vanderlei, Luque e Pedro Gonzáles correram para ela. Luque empurrou Vanderlei que tentava dar uma puxeta e Pedro Gonzáles entrou com bola e tudo para o gol. O árbitro uruguaio validou o gol mesmo com a irregularidade no lance e ainda inventou uma expulsão do atacante Jairzinho. O resultado provocou um empate na decisão e as equipes tiveram que decidir o título numa 3ª partida em campo neutro.

River Plate 2 X 1 Cruzeiro
Motivo: 2a Final da Taça Libertadores
Data:
28.07.1976
Local: Buenos Aires - Estádio Monumental
Juiz: José Martínez Bazán (URU)
Público: 90.000 pagantes
2 RIVER PLATE
Landaburu
Comelles
Perfumo
Passarella
(Artico) H. O. López
J. J. López
Merlo
Alonso
Pedro Gonzalez
Luque
(Sabella) Más
Téc.: Angel Labruna
CRUZEIRO 1
Raul
Nelinho
Morais
Darci Menezes
Vanderlei
Eduardo (Ronaldo)
Piazza
Zé Carlos
Jairzinho
Palhinha
Joãozinho
Téc.: Zezé Moreira


Terceira final

A terceira partida foi disputada em Santiago, no Chile, e Cruzeiro e River fizeram uma das maiores finais da história da Libertadores. Chances de gol surgiram de ambos os lados durante a partida. O Cruzeiro saiu na frente com um gol de pênalti marcado por Nelinho e abriu vantagem de 2 a 0, num golaço de Eduardo, aos 10 do 2º, após grande jogada de Ronaldo. O River diminuiu três minutos depois, numa cobrança de pênalti e aos 17 os argentinos, mais uma vez, ludibriaram a arbitragem. Numa falta, próximo a área do Cruzeiro, os jogadores de ambos os times discutiam a formação da barreira, quando Sabella cobrou rápido para Crespo que, livre na área, recebeu e marcou o gol de empate. Os jogadores do Cruzeiro cercaram o árbitro, que validou o lance cobrado sem a sua autorização. Aos 43 do 2º, o Cruzeiro deu o troco. Palhinha sofreu falta, próximo à área, e quando todos aguardavam a cobrança de Nelinho, o ponta Joãozinho, na malandragem, não esperou a autorização do árbitro, e colocou de curva, no ângulo. Foi o gol do título. Na comemoração, o preparador físico Lacerda chutou a bola pra cima, e levou um soco de Lonardi. O massagista Guido partiu pra cima e revidou. Alonso veio atrás e ambos trocaram socos. Enquanto a polícia separava a briga, a torcida chilena em maioria no estádio e que apoiava o Cruzeiro gritava “Brasil! Brasil! Brasil! Na seqüência o árbitro expulsou Alonso, do River e Ronaldo, do Cruzeiro. O árbitro deu 9 minutos de descontos e o Cruzeiro segurou o resultado tocando a bola. Foi o primeiro título internacional da história do Cruzeiro e que rompeu um tabu de 13 anos que incomodava os clubes brasileiros na Copa Libertadores.

No final da partida os jogadores cruzeirenses se ajoelharam no centro do gramado e rezaram em memória do companheiro Roberto Batata. Nos vestiários, mesmo com o título garantido, o exigente Zezé Moreira não perdeu a oportunidade de demonstrar a sua autoridade e bronqueou com Joãozinho o chamando de moleque e irresponsável. É que o cobrador de faltas do time era Nelinho que, naquele ano, havia se tornado o maior especialista ao superar a marca de 22 gols marcados pelo ídolo Tostão. Em Minas Gerais, a torcida cruzeirense fez um dos maiores carnavais fora de época da história.

Cruzeiro 3 X 2 River Plate
Motivo: 3a Final da Taça Libertadores
Data:
30.07.1976
Local: Santiago do Chile- Estádio Nacional
Juiz: Alberto Martínez (CHI)
Público: 35.182 pagantes (Cr$ 653.331)
3 CRUZEIRO
Raul
Nelinho
Morais
Darci Menezes
Vanderlei
Piazza (Valdo)
Zé Carlos
Eduardo
Ronaldo
Palhinha
Joãozinho
Téc.: Zezé Moreira
RIVER PLATE 2
Landaburu
Comelles
Lonardi
Ártico
Urquiza
Merlo
Sabella
Alonso
Pedro Gonzalez
Luque
Más (Crespo)
Téc.: Angel Labruna

Fontes:
Henrique Ribeiro (coluna Cruzeiro.ORG)
The Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation ( http://www.rsssf.com/sacups/copa76.html)

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